Se você está planejando uma viagem por El Calafate e El Chaltén, provavelmente está se perguntando se vale a pena o aluguel de carro na Patagônia. Eu fiz essa viagem de 8 dias em setembro de 2026 com carro alugado e vou te contar tudo o que você precisa saber para decidir.
Quanto custa a diária do aluguel de carro na Patagônia, qual o preço da gasolina, qual o valor do caução da locadora, como é dirigir na região, condições das estradas e muito mais.
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Vale a pena financeiramente aluguel de carro na Patagônia?
Primeiramente, já vou começar com o que eu sei que vocês mais querem saber: vale mais a pena financeiramente alugar carro do que fazer tour para tudo?
A resposta é depende.
Depende dos tours que você quer fazer, do tipo de carro que você vai alugar, de quantas pessoas estão viajando contigo, da época do ano…
Mas, possivelmente sim, vai sair mais barato o aluguel de carro na Patagônia se você estiver viajando entre, pelo menos, três pessoas. Com duas pessoas possivelmente vai sair o mesmo preço. Mas, como eu disse, depende. E depende principalmente da época do ano (de novembro a abril tudo fica MUITO mais caro na região).
Por isso, é importante fazer a simulação de tudo o que você quer fazer na região, ver os preços de cada coisa e aí comparar.
Quanto custa o aluguel de carro na Patagônia?
Os valores do aluguel de carro na Patagônia são bem variáveis. Depende da locadora que você for alugar e, principalmente, do tipo de veículo. Além disso, a época do ano (baixa ou alta temporada) irá influenciar nos valores.
Eu aluguei carro na Patagônia para uma viagem de 8 dias em setembro de 2026. Foram 7 diárias ao total, portanto. E o valor total foi de R$ 1.477,08. Ou seja, R$ 211 a diária.
Na época em que alugamos, o modelo mais barato era da categoria Intermediário na locadora Always. Recebemos um Renault Logan, que nos serviu perfeitamente.
Importante saber que nem sempre essa locadora ou esse veículo vai ser o mais barato. Às vezes o preço dela aumenta, às vezes outras locadoras fazem promoção. Também é bem variável.
Por isso eu sempre gosto de reservar na Rentcars, porque aí aparecem todas as locadoras disponíveis e eu posso comparar para escolher a que tem o melhor custo-benefício para a minha viagem.
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Valor do caução na locadora
Nessa locadora, o caução exigido foi de ARS 1.535.000, o que dá, na cotação da data da viagem, R$ 5.225,00. Lembrando que esse não é um valor cobrado. Trata-se de uma garantia para a empresa caso aconteça algum problema. Se você não tiver nenhum problema com o veículo, não precisa se preocupar com nenhum gasto adicional.
No entanto, embora o caução não seja uma cobrança, é preciso ter limite no cartão de crédito. Porque o valor fica bloqueado até a devolução do veículo.
Preços baixa x alta temporada
Como disse, a viagem ocorreu em setembro de 2026, que ainda é considerada baixa temporada na Patagônia Argentina. A alta temporada vai de meados de outubro até meados de abril.
Os preços de tudo aumentam nessa época. Alguns preços, inclusive, como de hospedagem, aumentam MUITO.
Segundo algumas simulações que fiz pras mesmas 7 diárias em novembro e dezembro de 2026, o preço da diária mais barata pode ser o dobro do que paguei. A partir de R$ 400.
Além disso, se você for viajar nessa época, é bem importante reservar o seu aluguel de carro na Patagônia com antecedência. Isso porque muito mais gente viaja para a região e os veículos de melhor custo-benefício esgotam rapidamente.
Sendo assim, para tentar garantir um preço mais em conta, o ideal é reservar com pelo menos três meses de antecedência. Não esqueça de usar o cupom ARRUMAESSAMALA para ter 5% de desconto na RentCars.

Aluguel de carro na Patagônia no inverno: vale a pena?
Para mim, o aluguel de carro sempre vale a pena pela flexibilidade. Mesmo que custe um pouco mais caro do que os tours. Você pode fazer tudo no teu horário, fazer as trilhas com calma, no teu ritmo, parar onde e quando quiser na estrada… Eu recomendo sempre.
Porém, o inverno na Patagônia é MUITO frio e neva MUITO. Eu não recomendo fazer essa viagem no auge do inverno por si só (junho, julho e agosto). A menos que você seja experiente nesse estilo de trilha e realmente queira ter essa experiência.
Dirigindo, então, menos ainda. As estradas podem ficar bem perigosas. E, assim como a questão das trilhas, só dá para dirigir nessa época se realmente for experiente. Ou seja, se viajar no auge do inverno, o melhor é fazer tudo com tour!
No carro que aluguei já veio as cadenas, que são as correntes que se coloca no pneu para poder dirigir na neve. Não sei se outras locadoras já incluem também. No meu caso, não foi preciso usar (embora tenha pego dois dias de neve na viagem). Mas foi bom saber que já tinha no porta-malas caso fosse necessário. E não ia precisar ficar correndo atrás de loja especializada para alugar (se precisasse, né).
Quanto custa a gasolina em El Calafate
Com relação a gasolina, eu, especificamente, abasteci o carro duas vezes só.
Em El Calafate existem dois postos de combustível, o YPF, que é mais caro, e o Axion, que estava mais barato. O litro da gasolina no YPF estava ARS 1.908 (R$ 6,53) na data da viagem. E no Axion estava ARS 1.898 (R$ 6,50).
Já em El Chaltén existe um único posto de combustível, que é quase que um container só no meio do nada, hehe. Tem uma bomba só, inclusive, e fica na entrada da cidade. Esse posto é da YPF e estava custando ARS 1.911 (R$ 6,54) o litro.
A cotação da época da viagem – e, portanto, a que estou usando para fazer as conversões desse post – foi R$ 1 = ARS 292.
Dito isso, o valor total gasto com gasolina foi R$ 367,41.
Lembrando que preços mudam, tá? Assim como o câmbio. Esses são os valores de quando a viagem rolou, no meio de setembro de 2026, e servem principalmente para vocês terem uma ideia dos custos.
Aluguel de carro na Patagônia: como incluir Torres del Paine, no Chile
Um negócio que não fiz nessa viagem, mas existe a possibilidade, é incluir no teu roteiro pela Patagônia Argentina também a Patagônia Chilena.
Dá para cruzar a fronteira com carro alugado e visitar Torres del Paine, Puerto Natales, etc. Porém, é obrigatório ter um documento específico para mostrar na fronteira.
Esse documento tem que solicitar (e pagar) para a locadora com pelo menos 72h de antecedência de quando você for pegar o carro.
É um documento bem caro. Os valores não constam nos sites das locadoras, nem na RentCars. Sendo assim, eu mandei email para algumas para ter ideia. E os valores variavam de US$ 110 até US$ 210. Via de regra, a locadora que tinha a diária do carro mais barata tinha o documento mais caro. E a locadora que tinha a diária mais cara, tinha o documento mais barato.
Eu fiz a pesquisa só nas locadoras da Argentina, porque era o roteiro que iria fazer. Mas o roteiro pode ser “ao contrário”, entrando pelo Chile e indo até a Argentina. Nesse caso, eu não sei dizer quanto custa esse documento nas locadoras do Chile, se é o mesmo valor.

Horário de funcionamento dos postos de fronteira
Caso você decida fazer esse roteiro mais completo, incluindo Patagônia Argentina e Chilena, é preciso ficar atento a dois pontos principais.
O primeiro dele diz respeito ao horário de funcionamento dos postos de fronteira. Pois eles não são 24h.
Entre El Calafate e Torres del Paine tem o controle de fronteira Paso Río Don Guillermo, que funciona das 8h às 20h. Já entre El Calafate e Puerto Natales, o controle de fronteira é o Paso Dorotea, que funciona das 8h às 21h30.
Além disso, não existe posto de combustível em Torres del Paine, que é a área do parque nacional chileno e que fica mais próximo de El Calafate. Somente existe posto em Puerto Natales, que está a 1h30 de distância do parque. Sendo assim, precisa organizar direitinho o roteiro também pensando em não ficar sem gasolina no meio do trajeto.

Como são as estradas na Patagônia
As estradas que transitei, tanto de El Calafate para o Glaciar Perito Moreno, quanto de El Calafate para El Chaltén, eram bem boas. Nada de buraco, desnível, tudo asfaltado…
A única estrada de chão por onde passei foi do centro de El Chaltén para Chorrillo del Salto. Foram 3km ao total. Mas também estava bem tranquila.
Além disso, não tem pedágio em lugar nenhum.
Para se localizar nos trajetos, foi preciso usar o GPS sempre. E para ter o GPS funcionando certinho precisa ter internet no celular. Eu sempre uso a Holafly nas minhas viagens, que é internet por eSIM que você compra e configura tudo digitalmente.
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E aí, curtiu as dicas? Ainda tem alguma dúvida? Me escreve nos comentários!

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